A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início a um projeto de gestão lixo zero em parceria com a Zeros, formando os primeiros multiplicadores da iniciativa dentro da própria estrutura municipal. Poucos dias após a capacitação, a equipe já havia colocado o conteúdo em prática, com a primeira triagem de resíduos realizada sob a coordenação direta do secretário Bernardo Egas.
Capacitação em Gestão Lixo Zero forma os primeiros multiplicadores
O projeto começou com uma formação prática voltada a cerca de 20 colaboradores da Secretaria Municipal de Administração e a representantes do Previ-Rio, Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro. Conduzida pela Zeros, a capacitação preparou os participantes para revisar processos internos, propor melhorias na destinação de resíduos e cooperar com outras áreas da administração municipal.
A frente é liderada por Bernardo Egas, Secretário de Administração da Prefeitura do Rio e especialista em cidades e gestão pública. O trabalho está alinhado à diretriz do prefeito Eduardo Cavaliere, que também já ocupou a Secretaria de Meio Ambiente, e conta com a participação da presidente do Previ-Rio, Fernanda Leiroz. A formação teve início pelos 10º e 11º andares do edifício-sede, com plano de expansão para todo o prédio e, na sequência, para outros órgãos da Prefeitura.
Da teoria à prática, a primeira triagem de resíduos
O diferencial deste projeto está no acompanhamento próximo do secretário em cada etapa. Após a capacitação, Bernardo Egashttps://www.linkedin.com/in/bernardoegas/ coordenou pessoalmente a primeira triagem de resíduos da Prefeitura. Um dia inteiro de material gerado nos andares da Secretaria de Administração e do Previ-Rio foi recolhido e separado com apoio de servidores voluntários, o que permitiu mapear o potencial de reciclagem de cada área.
Segundo o próprio secretário, trata-se de um projeto ainda embrionário, mas com uma meta clara. A ideia é crescer, passo a passo, até alcançar toda a Prefeitura.
Por que o acompanhamento da liderança faz diferença
Iniciativas de mudança cultural em estruturas do porte da Prefeitura do Rio raramente avançam apenas por decisão formal. O que costuma sustentar esse tipo de projeto é a presença ativa de quem lidera.
Quando a liderança participa da execução, e não apenas autoriza o projeto, os servidores tendem a se engajar mais e a levar a iniciativa a sério. O acompanhamento contínuo também reduz o risco de o projeto perder força após a etapa inicial de capacitação. Obstáculos identificados na prática, como a logística de coleta, costumam ser resolvidos com mais agilidade quando há liderança presente. E uma experiência piloto conduzida dessa forma se transforma em referência para outros departamentos, e não apenas em uma intenção registrada em ata.
Próximos passos
Com os primeiros multiplicadores formados e a primeira triagem já realizada, o projeto segue para novos andares do edifício-sede e, gradualmente, para outros órgãos municipais. A Zeros permanece envolvida no suporte técnico da iniciativa, enquanto o acompanhamento direto de Bernardo Egas segue sendo o fator que tem permitido transformar o planejamento em resultado.