Realizar um diagnóstico zero waste é o primeiro passo para qualquer indústria que deseja avançar de percepções internas para decisões baseadas em dados. Foi justamente esse trabalho que a Zeros conduziu na Santa Helena Indústria de Alimentos S/A, fabricante da conhecida Paçoquita, como parte do diagnóstico zero waste.
Ao longo deste artigo, explicamos como esse tipo de avaliação acontece na prática, o que ela revela sobre a operação de uma indústria e por que costuma ser o ponto de partida para empresas que buscam a certificação sistema de gestão lixo zero pela metodologia internacional SGLZ.
O que caracteriza um diagnóstico zero waste
Trata-se de uma avaliação técnica presencial que mapeia o fluxo de materiais e resíduos de uma operação, do nível estratégico ao operacional. Na Zeros, esse processo é conduzido por especialistas diretamente nas instalações da organização, combinando reuniões, inspeção de campo e entrevistas com os times envolvidos.
O objetivo é identificar com precisão onde estão as oportunidades de melhoria. Entre elas, destacam-se a redução na geração de resíduos na origem, o reaproveitamento de materiais dentro ou fora da operação e o desvio de aterro, direcionando os resíduos para destinações mais adequadas.
O caso Santa Helena mostra que sempre há espaço para evoluir
A visita técnica à Santa Helena representou mais uma etapa desse processo. Durante a avaliação, a equipe da Zeros encontrou uma operação já madura em gestão de resíduos, com processos bem estruturados, algo pouco comum em diagnósticos desse porte.
Diante de um cenário como esse, o papel da avaliação técnica passa a ser outro. Em vez de corrigir falhas básicas, o trabalho se concentra em mapear cada fluxo com ainda mais profundidade, priorizar as próximas oportunidades de ganho e desenhar um caminho estruturado rumo ao desperdício zero e ao aterro zero.
Esse é o tipo de avanço que só faz sentido para operações que já saíram na frente, e reforça o compromisso da Santa Helena com a melhoria contínua em sustentabilidade.
Como a metodologia do diagnóstico técnico funciona
O diagnóstico zero waste aplicado pela Zeros segue três etapas estruturadas.
Reunião de abertura
Nessa fase inicial, ocorre o alinhamento de escopo, a apresentação da equipe técnica e a revisão da documentação existente, o que permite compreender o contexto geral da operação antes de qualquer inspeção.
Inspeção de campo
Em seguida, acontece a visita técnica completa às instalações, contemplando insumos e matérias primas, pontos de geração de resíduos, segregação, armazenamento, acondicionamento, fluxo interno e destinação final. Também são avaliados os procedimentos operacionais e a cultura interna em relação aos resíduos, fator que costuma pesar tanto quanto a infraestrutura disponível.
Reunião de encerramento
Por fim, os principais achados são apresentados ainda em campo, junto a um espaço para esclarecimento de dúvidas com os times envolvidos. Assim, a organização já recebe os primeiros direcionamentos antes mesmo da entrega do relatório final.
O que a empresa recebe ao final do processo
Depois da visita técnica, a organização recebe um conjunto completo de direcionamentos.
O primeiro deles é o relatório zero waste, documento que reúne a caracterização da operação, os achados por frente de trabalho, como materiais, segregação, destinação, documentação e engajamento, além do nível estimado de maturidade em relação à norma SGLZ.
Também compõe a entrega um mapa de prioridades, que organiza o que precisa ser feito imediatamente, o que pode entrar no médio prazo e o que já está adequado. Quando necessário, a Zeros ainda avalia fornecedores e busca oportunidades de adequação junto a eles.
Por fim, a organização participa de uma reunião de resultados, com espaço para perguntas e tomada de decisão, e recebe a indicação dos próximos passos para seguir com a afiliação e a certificação junto à Zeros e à Global Zero Waste.
Por que vale a pena diagnosticar antes de buscar a certificação
Empresas que passam por essa avaliação antes de iniciar o processo de afiliação costumam chegar mais preparadas à etapa externa, o que muda o ritmo de todo o projeto. Entre os principais ganhos estão uma visão clara e imparcial do estado atual, sem depender de suposições internas, além de segurança para levar o tema à diretoria com um laudo técnico baseado em norma internacional.
Também se tornam possíveis a construção de indicadores e metas alinhados à realidade do negócio, a redução de surpresas durante a avaliação externa, já que os principais gaps foram trabalhados antes, e decisões de investimento em resíduos apoiadas em dados reais, e não em expectativas.
Para quais organizações esse diagnóstico faz sentido
Esse tipo de avaliação atende a diferentes perfis de empresa. Entre eles, estão indústrias e grandes geradores que desejam certificar e precisam entender seu ponto de partida real, além de organizações que já tentaram avançar internamente, mas ainda não identificaram onde estão os gargalos.
Também se beneficiam empresas com metas ESG que exigem um laudo técnico formal, negócios em processo de afiliação que buscam chegar mais preparados à avaliação externa, e gestores ambientais, de facilities, HSE ou SSMA que precisam de uma visão externa para embasar suas decisões.